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Eletroencefalograma: para que serve e como é feito

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O exame de eletroencefalograma registra a atividade elétrica do cérebro por meio de pequenos eletrodos colocados no couro cabeludo. Ele serve principalmente para investigar crises convulsivas, epilepsia, alterações de consciência, alguns distúrbios do sono e outras condições neurológicas.

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Resumo: Entenda em 30 segundos

  • O EEG registra a atividade elétrica do cérebro.
  • É indolor e não aplica corrente elétrica no paciente.
  • Ajuda a investigar crises, epilepsia e alterações de consciência.
  • Um resultado normal não exclui totalmente epilepsia.
  • O laudo deve ser interpretado com a avaliação médica.

Atenção: Quando procurar atendimento

  • Primeira crise convulsiva da vida.
  • Crise com duração superior a cinco minutos.
  • Crises repetidas sem recuperação da consciência.
  • Dificuldade para respirar, trauma importante ou alteração neurológica súbita.

Checklist: Prepare-se para a consulta

  • Leve o pedido médico e exames anteriores.
  • Anote os medicamentos em uso e os horários.
  • Lave o cabelo e não use produtos capilares.
  • Confirme se há orientação sobre sono, alimentação ou acompanhante.
  • Não suspenda medicamentos sem orientação médica.

O exame é indolor, não aplica corrente elétrica no paciente e geralmente não exige internação. Seu resultado deve ser interpretado por um médico, em conjunto com os sintomas, o histórico clínico e, quando necessário, outros exames, como ressonância magnética ou exames laboratoriais.

Eletroencefalograma: para que serve e como é feito

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Dr. Bruno Funchal

Neurologia

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O que é o exame de eletroencefalograma?

O eletroencefalograma, também chamado de EEG, é um exame que mede e registra ondas elétricas produzidas pela atividade das células nervosas do cérebro. Para isso, um profissional fixa eletrodos na cabeça com uma pasta ou uma touca própria.

Durante o registro, o paciente permanece sentado ou deitado e pode ser orientado a abrir e fechar os olhos, respirar de determinada maneira ou observar estímulos luminosos. Essas etapas ajudam a identificar alterações que podem não aparecer durante o repouso.

O EEG não mostra a anatomia do cérebro. Por isso, ele é diferente de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética. Cada exame responde a uma pergunta clínica diferente.

Para que serve o exame de eletroencefalograma?

O exame de eletroencefalograma é solicitado quando o médico precisa avaliar o funcionamento elétrico cerebral. As principais indicações incluem:

  • Investigar uma primeira crise convulsiva ou episódios suspeitos de epilepsia;
  • Ajudar na classificação de tipos de crises epilépticas;
  • Avaliar episódios de desmaio, confusão, apagões ou perda de contato com o ambiente;
  • Investigar alterações de consciência sem causa esclarecida;
  • Analisar eventos noturnos, movimentos incomuns ou suspeita de distúrbio do sono;
  • Acompanhar determinadas condições neurológicas, conforme a avaliação médica;
  • Contribuir para a investigação de alterações persistentes do funcionamento cerebral.

O pedido do exame não significa, por si só, que a pessoa tenha epilepsia. Muitas situações podem causar sintomas parecidos, e o diagnóstico depende da avaliação completa.

Como é feito o exame de eletroencefalograma?

Antes do procedimento, o profissional limpa pontos do couro cabeludo e posiciona os eletrodos. Eles são conectados a um aparelho que registra as ondas cerebrais. O paciente não sente a passagem de eletricidade, embora possa perceber leve desconforto pela pasta, pela touca ou por permanecer na mesma posição.

Durante o registro, é importante ficar relaxado e seguir as orientações da equipe. O exame pode incluir períodos de repouso, sono, respiração orientada e estímulos luminosos. Em alguns casos, o médico solicita um registro prolongado, inclusive durante o sono, para aumentar a chance de observar alterações.

O tempo varia conforme o tipo de EEG solicitado. Exames de rotina costumam ser relativamente rápidos, enquanto monitorizações prolongadas podem durar várias horas ou mais. A equipe explicará previamente como será o procedimento.

O exame provoca convulsão?

O EEG não provoca convulsão de forma habitual. Algumas etapas, como luzes intermitentes ou redução do sono, podem ser usadas somente quando indicadas e com supervisão. Se surgir qualquer mal-estar, o paciente deve avisar imediatamente a equipe.

Como se preparar para o exame de eletroencefalograma?

A preparação depende do tipo de exame e das orientações do serviço. Em geral, recomenda-se:

  • Lavar o cabelo e comparecer com o couro cabeludo limpo;
  • Evitar gel, óleo, creme, spray ou outros produtos capilares;
  • Tomar os medicamentos habituais apenas conforme orientação médica;
  • Informar se usa medicamentos para epilepsia, sedativos ou outros remédios que possam afetar o sono;
  • Levar pedidos, exames anteriores e a lista atualizada de medicamentos;
  • Seguir exatamente a orientação sobre sono, alimentação e acompanhante.

Alguns exames exigem privação parcial de sono, mas isso nunca deve ser feito por conta própria. A interrupção ou alteração de medicamentos também pode ser perigosa e só deve ocorrer se for expressamente orientada pelo médico.

O que significa um resultado normal ou alterado?

Um resultado normal indica que não foram registradas alterações elétricas relevantes durante o período analisado. No entanto, um EEG normal não exclui totalmente epilepsia ou outro problema neurológico, porque as alterações podem ser intermitentes e não aparecer durante aquele registro.

Um resultado alterado também não deve ser interpretado isoladamente. Algumas mudanças no traçado podem ocorrer sem que a pessoa tenha epilepsia, e a importância clínica depende dos sintomas, da idade, do histórico e das condições em que o exame foi realizado.

O laudo é uma descrição técnica do registro. A conclusão sobre diagnóstico, necessidade de tratamento ou realização de outros exames deve ser feita pelo neurologista ou pelo médico que acompanha o caso.

Quando procurar atendimento após uma crise?

O eletroencefalograma é um exame de investigação e não substitui atendimento de urgência. Procure ajuda imediata quando ocorrer:

  • Primeira crise convulsiva da vida;
  • Crise que dura mais de cinco minutos;
  • Crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas;
  • Dificuldade para respirar, ferimento importante ou cianose;
  • Crise durante a gestação, em uma criança pequena ou após trauma na cabeça;
  • Confusão prolongada, fraqueza persistente ou alteração neurológica súbita.

Durante uma convulsão, afaste objetos perigosos, proteja a cabeça e coloque a pessoa de lado quando for seguro. Não coloque objetos ou os dedos na boca e não tente conter os movimentos à força.

Perguntas frequentes sobre o eletroencefalograma

O eletroencefalograma dói?

Não. O exame é indolor e não envolve cortes nem aplicação de corrente elétrica. Pode haver apenas incômodo leve durante a colocação dos eletrodos ou ao permanecer parado.

Preciso estar acordado durante o exame?

Nem sempre. O médico pode solicitar um registro em vigília, durante o sono ou em ambas as situações. Em algumas investigações, dormir durante o exame aumenta a possibilidade de registrar alterações.

Posso tomar meus remédios antes do EEG?

Em geral, os medicamentos devem ser mantidos conforme orientação médica, mas a recomendação pode mudar de acordo com o objetivo do exame. Nunca suspenda anticonvulsivantes ou outros remédios por conta própria.

Um EEG normal descarta epilepsia?

Não necessariamente. O resultado precisa ser combinado com a história dos episódios, o exame neurológico e, quando indicado, outros testes. Um único registro pode não capturar uma alteração intermitente.

Posso dirigir depois do exame?

Após um EEG de rotina, muitas pessoas retomam suas atividades normalmente. Porém, se houve privação de sono, uso de sedativo ou ocorrência de uma crise, siga a orientação médica e evite dirigir até receber autorização.

Conclusão: o exame de eletroencefalograma é uma ferramenta importante para avaliar a atividade elétrica cerebral, especialmente em casos de crises, alterações de consciência e suspeitas de epilepsia. O exame é seguro e geralmente simples, mas seu significado depende do contexto clínico. Se você recebeu uma solicitação ou teve episódios preocupantes, converse com o médico para entender a indicação e a melhor conduta para o seu caso. Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação médica individual.

Fontes médicas

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação médica individual. Se você apresenta sintomas persistentes, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Mais Sobre Nós

Dr. Bruno Funchal – Neurologia e Dor

Formou-se médico e Neurologista em uma das mais conceituadas e tradicionais instituições médicas do Brasil, a Escola Paulista de Medicina – UNIFESP.

Possui também Mestrado em Neurologia pela mesma instituição, com enfoque em Neurologia Vascular e Neurointensivismo.

Cursos de especialização:

• Pós-Graduado em Dor Intervencionista pelo Hospital Israelita Albert Einstein. São Paulo, BRA.

• Neuroreabilitação, 2018. Universidade de Harvard, EUA.

• Estimulação Magnética Transcraniana, 2018. Universidade de Harvard, EUA.